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Lula orientou campanha de 2018 via cartas e reuniões na prisão

Durante seu encarceramento, Lula manteve influência na campanha petista de 2018 através de encontros semanais e mensagens enviadas a Fernando Haddad.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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14/07 às 23:31

Pontos principais

  • Lula recebeu Fernando Haddad semanalmente na prisão até o início do segundo turno de 2018.
  • A comunicação entre o então candidato e o ex-presidente ocorria por meio de cartas e recados.
  • As orientações de Lula foram determinantes para a estratégia política adotada pelo PT no pleito.
  • A dinâmica permitiu que Lula mantivesse o controle das decisões partidárias mesmo estando detido.

Durante o período em que esteve preso pela Operação Lava Jato, o atual presidente Lula exerceu influência direta sobre a campanha eleitoral de 2018. Relatos detalham que o petista recebia Fernando Haddad, que assumiu a candidatura após o impedimento de Lula, em reuniões semanais na sede da Polícia Federal em Curitiba. A comunicação era complementada por cartas e recados transmitidos por aliados, garantindo que as diretrizes estratégicas do partido fossem seguidas rigorosamente. Essa articulação foi fundamental para a condução da campanha petista naquele ano, permitindo que Lula, mesmo privado de liberdade, mantivesse o comando das decisões políticas e a coesão interna do partido. O episódio evidencia a capacidade de mobilização e o controle político exercido pelo ex-presidente sobre sua base eleitoral e lideranças partidárias em um momento de crise jurídica e política para a legenda.

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