Faculdade de Direito de Chicago proíbe eletrônicos para conter IA
Alunos do primeiro ano da Universidade de Chicago não poderão usar laptops ou celulares em sala para estimular o pensamento crítico independente.
Pontos principais
- A proibição de dispositivos eletrônicos entra em vigor para estudantes do primeiro ano a partir do outono de 2026.
- A medida visa proteger o método socrático e garantir que alunos desenvolvam habilidades estratégicas sem depender de IA generativa.
- Professores poderão designar 'escribas' autorizados a usar eletrônicos para registrar notas da turma.
- A estratégia inclui o ensino de uso ético e responsável de IA em cursos de nível superior.
- Aulas de redação jurídica exigirão que textos sejam produzidos sem auxílio de IA, embora a tecnologia possa ser usada para pesquisa e revisão.
- A decisão foi tomada após um ano de consultas com especialistas, ex-alunos e líderes do setor jurídico.
A Faculdade de Direito da Universidade de Chicago anunciou uma nova estratégia institucional para lidar com o impacto da inteligência artificial no ensino jurídico. A partir do outono de 2026, alunos do primeiro ano estarão proibidos de utilizar laptops, tablets e celulares em sala de aula, com exceções pontuais permitidas por docentes para atividades específicas ou por meio de estudantes designados como 'escribas'. A iniciativa busca assegurar que os futuros advogados desenvolvam competências humanas essenciais e capacidade de raciocínio independente antes de incorporarem ferramentas de IA em suas práticas profissionais.
Além da restrição de dispositivos, a instituição implementará um currículo focado em 'pedagogia resiliente à IA', que separa o uso da tecnologia em tarefas de pesquisa e preparação da escrita autoral. A faculdade ressaltou que a política é flexível e passará por revisões constantes para acompanhar a rápida evolução das ferramentas tecnológicas e as demandas do mercado de trabalho jurídico.
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