Assaí inaugura primeira farmácia e planeja expansão de 250 unidades
A rede de atacarejo estreou no setor farmacêutico em São Paulo, aproveitando nova legislação que permite a venda de medicamentos em supermercados.
Pontos principais
- A primeira unidade da Assaí Farma foi aberta na loja Anhanguera, em São Paulo, nesta quinta-feira.
- O projeto é viabilizado pela Lei 15.357/2026, que autoriza farmácias completas dentro de supermercados.
- A rede projeta a abertura de 25 unidades no estado de São Paulo até o final de 2026.
- O plano estratégico de longo prazo prevê a instalação de farmácias em até 250 lojas da rede no Brasil.
- A operação oferece medicamentos, dermocosméticos e serviços de saúde, com integração ao aplicativo Meu Assaí.
- Analistas do mercado financeiro estimam que o projeto contribua com 2,7% do Ebitda da companhia até 2027.
- A iniciativa visa otimizar custos fixos e aumentar a conveniência para os clientes do atacarejo.
A rede de atacarejo Assaí deu início a uma nova fase estratégica com a inauguração da sua primeira farmácia própria, a Assaí Farma, localizada na unidade Anhanguera, em São Paulo. O movimento ocorre menos de quatro meses após a sanção da Lei 15.357/2026, que flexibilizou a legislação brasileira para permitir a operação de farmácias completas dentro de estabelecimentos de varejo alimentar. A nova unidade oferece um portfólio que inclui medicamentos, dermocosméticos e serviços de saúde, como aferição de pressão e testes de glicemia, integrando-se ao ecossistema de compras da rede por meio de um aplicativo próprio e do modelo de clique e retire.
O plano de expansão da companhia é ambicioso, com a meta de inaugurar 25 unidades até o final de 2026, todas concentradas no estado de São Paulo nesta fase inicial. A longo prazo, a empresa projeta a instalação de farmácias em até 250 de suas mais de 300 lojas espalhadas pelo país. Para sustentar essa operação, a varejista estima a contratação de cerca de 300 profissionais, reforçando sua estrutura operacional e aproveitando o fluxo constante de clientes em suas unidades de atacarejo para alavancar as vendas do novo segmento.
Do ponto de vista financeiro, analistas avaliam a iniciativa como um passo positivo para a diluição de custos fixos e a mitigação de riscos operacionais. Embora o Banco Safra estime que o projeto possa representar 2,7% do Ebitda consolidado da companhia até 2027, especialistas ponderam que a novidade não deve gerar uma reprecificação imediata das ações (ASAI3) no curto prazo. O foco da empresa permanece na eficiência operacional e na conveniência, utilizando a capilaridade das lojas existentes para competir diretamente com as redes de farmácias tradicionais.
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