Surto de ciclosporíase nos EUA infecta milhares e investiga alfaces
Surto causado pelo parasita Cyclospora cayetanensis atinge milhares de americanos e autoridades investigam alfaces como possível fonte de contaminação.
Pontos principais
- Mais de 3,7 mil casos de ciclosporíase foram confirmados em 31 estados americanos até julho de 2026.
- O parasita Cyclospora cayetanensis causa diarreia aquosa, cólicas e fadiga, com sintomas que podem persistir por semanas.
- Investigações preliminares apontam alfaces e folhas cruas como as principais suspeitas de contaminação na cadeia alimentar.
- O estado de Michigan concentra o maior volume de infecções, seguido por Ohio e Nova York.
- A rede Taco Bell retirou ingredientes preventivamente após notícias de uma possível ligação com o surto, embora não haja confirmação oficial.
- Autoridades de saúde estimam que o surto deve persistir durante todo o mês de agosto.
- A identificação da fonte é dificultada pelo longo período de incubação da doença e pela complexidade de cultivar o parasita em laboratório.
Os Estados Unidos enfrentam um surto expressivo de ciclosporíase, uma infecção intestinal causada pelo parasita Cyclospora cayetanensis. Até o momento, mais de 3,7 mil casos foram confirmados em 31 estados, com centenas de hospitalizações registradas. O cenário levou autoridades de saúde a investigar a cadeia de suprimentos de hortaliças, com foco principal em alfaces e folhas cruas como potenciais vetores de contaminação. A expectativa é que o surto permaneça ativo ao longo de todo o mês de agosto, dado o alto volume de casos suspeitos ainda sob análise epidemiológica.
A repercussão do surto atingiu o setor de fast-food, com a rede Taco Bell retirando ingredientes de unidades selecionadas por precaução após o surgimento de notícias sobre uma possível associação com seus produtos. A empresa, contudo, ressaltou que não há confirmação de ligação com seus fornecedores até o momento. As ações da Yum Brands, controladora da rede, recuaram mais de 2% diante da incerteza do mercado. Especialistas em saúde pública reforçam a necessidade de higienização rigorosa de vegetais e recomendam, quando possível, a compra de hortaliças inteiras em vez de produtos já processados para mitigar os riscos de infecção.
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