Lucro da Ericsson cai 44% no primeiro semestre de 2026
A fabricante sueca enfrenta queda nas vendas e custos elevados de reestruturação, enquanto prepara a transição de seu comando executivo.
Pontos principais
- O lucro líquido da Ericsson atingiu 4,963 bilhões de coroas suecas, uma queda de 44% em relação ao ano anterior.
- As vendas líquidas recuaram 8% no período, pressionadas por efeitos cambiais e menor receita com licenciamento de patentes.
- Os custos de reestruturação da companhia quintuplicaram na comparação anual.
- O CEO Börje Ekholm deixará o cargo em 30 de setembro, sendo substituído por Per Narvinger.
- A empresa cortou 1.600 postos de trabalho como parte de sua estratégia de contenção de despesas.
A Ericsson reportou um desempenho financeiro desafiador no primeiro semestre de 2026, marcado por uma queda de 44% no lucro líquido e uma redução de 8% nas vendas líquidas. O resultado foi impactado diretamente pelo aumento dos custos de produção, pela queda nas receitas de patentes e por despesas de reestruturação que quintuplicaram em relação ao mesmo período de 2025. Para enfrentar a pressão no setor de infraestrutura de redes, a empresa já realizou o corte de 1.600 postos de trabalho e planeja novas medidas de contenção. Em meio a esse cenário de reestruturação, a companhia confirmou a saída do CEO Börje Ekholm, que será sucedido por Per Narvinger em 30 de setembro. Apesar das dificuldades operacionais, a Ericsson mantém o foco em expandir sua atuação em tecnologias de inteligência artificial e assegurou a continuidade de sua política de retorno aos acionistas.
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