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Remessas globais de smartphones caem 11% e atingem menor nível desde 2013

O mercado global de smartphones registrou no segundo trimestre de 2026 seu pior desempenho em 13 anos, pressionado pela escassez de chips de memória e custos elevados.

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Foto: G1 - Economia
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13/07 às 12:02 · atualizado 18:03

Pontos principais

  • As remessas globais de smartphones recuaram 11% no segundo trimestre de 2026 em comparação ao ano anterior.
  • O volume de vendas atingiu o patamar mais baixo para o período de abril a junho desde 2013.
  • A escassez persistente de chips DRAM e NAND foi apontada como o principal entrave para a produção.
  • A priorização de componentes para data centers de IA agravou a oferta e elevou os custos de fabricação.
  • A Samsung liderou o mercado global com 24% de participação, seguida pela Apple, que alcançou 20%.
  • Fabricantes de aparelhos de entrada e intermediários, como Xiaomi, Oppo e vivo, registraram quedas superiores a 10%.
  • Fatores macroeconômicos, incluindo inflação e baixa confiança do consumidor, contribuíram para a retração da demanda.
  • A Counterpoint Research projeta que a escassez de componentes deve persistir até 2027.

O mercado global de smartphones enfrentou um segundo trimestre de 2026 desafiador, registrando uma queda de 11% nas remessas e atingindo o menor volume para o período desde 2013. Segundo dados da Counterpoint Research, a crise é impulsionada principalmente pela escassez persistente de chips de memória DRAM e NAND. A situação foi agravada pela priorização desses componentes para a infraestrutura de data centers de IA, o que elevou os custos de produção e, consequentemente, os preços finais dos dispositivos aos consumidores.

Diante desse cenário de alta nos custos e pressões macroeconômicas, como a inflação e o crescimento econômico lento, as fabricantes têm ajustado suas estratégias. Muitas empresas estão priorizando o lançamento de dispositivos premium para proteger suas margens de lucro, o que impactou severamente marcas focadas em aparelhos de entrada e intermediários. Enquanto a Samsung retomou a liderança do mercado com 24% de participação e a Apple manteve um desempenho recorde de 20%, fabricantes como Xiaomi, Oppo e vivo sofreram quedas acentuadas. A expectativa de especialistas é que a escassez de componentes continue a pressionar o setor ao longo do próximo ano.

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