Juízas da Suprema Corte dos EUA pedem verba extra para segurança
Magistradas alertam o Congresso sobre o aumento de ameaças e solicitam US$ 18,9 milhões para reforçar a proteção física e cibernética da Corte.
Pontos principais
- A Suprema Corte projeta um aumento de 38% nas ameaças contra juízes para este ano.
- O pedido de orçamento de US$ 18,9 milhões inclui a contratação de novos agentes e especialistas em cibersegurança.
- A juíza Amy Coney Barrett relatou ter usado colete à prova de balas devido à gravidade da situação.
- Atualmente, cada juiz da Suprema Corte conta com uma equipe de proteção composta por quatro a oito agentes.
As juízas da Suprema Corte dos Estados Unidos, Elena Kagan e Amy Coney Barrett, compareceram ao Congresso para solicitar um aumento de US$ 18,9 milhões no orçamento destinado à segurança do Judiciário. O montante, que representa uma resposta direta à escalada de riscos, seria aplicado na contratação de novos agentes de proteção, na construção de um posto de comando externo e no fortalecimento das defesas cibernéticas da instituição. Segundo os dados apresentados, a projeção é de que as ameaças contra os magistrados cresçam 38% ao longo deste ano.
Durante o depoimento, a juíza Amy Coney Barrett detalhou o impacto pessoal dessa insegurança, revelando que a situação atingiu níveis críticos a ponto de exigir o uso de coletes à prova de balas em sua rotina doméstica. O relato destacou a dificuldade de explicar a necessidade de medidas extremas de proteção para seus filhos menores. A audiência, marcada por uma rara presença de membros da Corte no Legislativo, sublinha a crescente preocupação com a integridade física dos magistrados em um ambiente político cada vez mais polarizado, onde as ameaças contra o Judiciário têm se tornado mais frequentes e sofisticadas.
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