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Volkswagen planeja cortar até 100 mil empregos para reduzir custos

A montadora alemã busca eliminar 100 mil postos de trabalho globalmente para reduzir custos operacionais e elevar sua competitividade no mercado.

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Foto: G1 - Economia
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13/07 às 08:03 · atualizado 13:04

Pontos principais

  • O CEO Oliver Blume confirmou a meta de 100 mil cortes, somando 50 mil novas demissões aos 50 mil postos já previstos.
  • A empresa estima que seus custos operacionais atuais estão 20% acima dos níveis de seus principais concorrentes.
  • A medida visa enfrentar desafios como a concorrência na China, tarifas e custos elevados na Alemanha.
  • Representantes dos trabalhadores bloquearam propostas iniciais que sugeriam o fechamento de quatro fábricas alemãs.
  • A Volkswagen estuda alternativas para unidades como Emden e Hanover, incluindo parcerias com o setor de defesa.
  • A montadora esclareceu que não há previsão de demissões relacionadas a este plano específico no Brasil.

A Volkswagen anunciou um plano de reestruturação agressivo que prevê a eliminação de até 100 mil postos de trabalho em suas operações globais. O objetivo central da gestão, liderada pelo CEO Oliver Blume, é reduzir custos operacionais para sanar uma desvantagem competitiva de 20% em relação aos seus rivais de mercado. A decisão, comunicada via memorando interno, reflete a pressão crescente sobre as montadoras tradicionais diante de um cenário de margens de lucro comprimidas pela concorrência chinesa e pelo aumento dos custos de produção na Europa.

O plano de austeridade enfrenta resistência interna significativa. Representantes dos trabalhadores no conselho de supervisão impediram, até o momento, o fechamento de quatro fábricas na Alemanha, forçando a diretoria a buscar alternativas estratégicas para manter a viabilidade dessas unidades. Entre as possibilidades estudadas pela companhia estão a diversificação da produção para o setor de defesa e a fabricação de modelos de marcas chinesas em solo europeu. Apesar da magnitude dos cortes previstos, a empresa garantiu que o plano de reestruturação não impactará as operações no Brasil.

Fonte primária

Handelsblatt (via dpa)

Autobranche in der Krise: VW-Chef nennt erstmals eine Zahl: Bis zu 50.000 Jobs bedroht

Reportagem publicada em 13/07/2026 traz o conteúdo de uma entrevista interna do CEO da Volkswagen, Oliver Blume, à intranet do grupo (obtida pela dpa), na qual ele nomeia pela primeira vez uma cifra concreta de cortes adicionais. Segundo Blume, os custos indiretos (administração, infraestrutura, suporte ao negócio principal) da Volkswagen estão cerca de 20% acima da média de concorrentes comparáveis; como metade desses custos indiretos é composta por custos de pessoal, uma "derivação teórica sem mudança nos custos trabalhistas resultaria em cerca de 50 mil postos no mundo todo" ('eine theoretische Ableitung ohne Veränderung der Arbeitskosten rund 50.000 Stellen weltweit ergeben') — somados aos 50 mil postos já acordados anteriormente, totalizando até 100 mil. Blume diz que a alavanca de custos trabalhistas 'também precisa ser puxada' ('Diesen Hebel müssen wir ebenfalls ziehen'). Sobre as quatro fábricas alemãs ameaçadas, ele admite: 'a verdade também é que hoje não conseguimos confirmar, para as fábricas de Emden, Hannover, Zwickau e Neckarsulm, uma ocupação competitiva nos anos 2030' ('Die Wahrheit ist auch, dass wir heute für die Werke Emden, Hannover, Zwickau und Neckarsulm in den 30er-Jahren noch keine wettbewerbsgerechte Belegung bestätigen können'), citando 2031–2034 como o período em que a produção automotiva nessas plantas se encerraria caso nada mude. Ele diz preferir alternativas a fechamentos ('Intelligente Lösungen sind immer besser, als ein Werk zu schließen'), citando conversas com parceiros de defesa para a fábrica de Osnabrück. O comitê de trabalhadores (Betriebsrat) reagiu classificando a situação como 'schwer erträglich' (dificilmente suportável) para os mais de 40 mil funcionários das cinco unidades ameaçadas (Emden, Hannover, Neckarsulm, Osnabrück, Zwickau), e o conselho de supervisão já havia rejeitado dias antes o pacote mais amplo de corte de custos de Blume.

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