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Reino Unido bane Guarda Revolucionária do Irã e grupos ligados à Rússia

Governo britânico classifica IRGC e unidades russas como ameaças à segurança nacional após ataques antissemitas e atos de sabotagem no país.

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Foto: Times Brasil
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13/07 às 09:02 · atualizado 13:03

Pontos principais

  • O Reino Unido designou oficialmente o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) como uma organização terrorista.
  • A medida responde a evidências de envolvimento do IRGC e grupos proxy em ataques antissemitas e incêndios criminosos contra sinagogas.
  • O Movimento Islâmico dos Companheiros da Direita (IMCR) foi identificado como autor de ataques em solo britânico, belga e holandês.
  • O GRU Volunteer Corps, unidade ligada à inteligência militar russa, também foi incluído na lista de ameaças à segurança nacional.
  • Nova legislação britânica permite que atos de sabotagem cometidos por esses grupos sejam punidos com prisão perpétua.
  • A decisão visa facilitar a acusação de agentes estrangeiros que operam atividades de desestabilização no território do Reino Unido.

O governo do Reino Unido anunciou uma mudança drástica em sua política de segurança nacional ao banir formalmente o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã e unidades de inteligência russas de seu território. A decisão, fundamentada em uma nova legislação, classifica essas entidades como ameaças diretas à segurança interna, permitindo que o Estado britânico aplique sanções mais rigorosas e penas que podem chegar à prisão perpétua para crimes de sabotagem e atividades hostis realizadas em nome de governos estrangeiros. A medida é uma resposta direta a uma série de incidentes violentos, incluindo atos de vandalismo e incêndios criminosos contra sinagogas e instituições judaicas no Reino Unido, Bélgica e Países Baixos.

Investigações das autoridades britânicas apontaram que o IRGC e grupos proxy, como o Movimento Islâmico dos Companheiros da Direita (IMCR), têm orquestrado ações coordenadas para desestabilizar a coesão social e atacar comunidades específicas. Além da frente iraniana, o governo de Keir Starmer incluiu o GRU Volunteer Corps, vinculado à inteligência militar russa, na lista de proibições. A inclusão reflete uma preocupação crescente com a espionagem e a sabotagem patrocinadas por Estados, que utilizam organizações de fachada para operar dentro das fronteiras britânicas sem serem detectadas pelos mecanismos tradicionais de vigilância.

Esta escalada diplomática marca um endurecimento significativo na postura de Londres frente a Teerã e Moscou. Ao classificar o IRGC como organização terrorista, o Reino Unido alinha-se a um movimento de pressão internacional mais amplo, buscando restringir a influência e o financiamento dessas redes. O governo britânico reforçou que a prioridade da nova lei é proteger a população civil e garantir que indivíduos que atuem como braços operacionais de potências estrangeiras sejam responsabilizados criminalmente com o rigor máximo da lei, independentemente de sua origem ou afiliação estatal.

Fonte primária

Home Office (Governo do Reino Unido)

Support for IRGC outlawed in crackdown on foreign state proxies

O Home Office anuncia, em comunicado de 13/07/2026, a designação de três organizações sob o National Security (State Threats) Act 2026 (sancionado na semana anterior): a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), o Islamic Movement of Companions of the Right (IMCR) e o Corpo de Voluntários do GRU russo. A partir de agora, apoiar ou auxiliar esses grupos passa a ser crime, com pena de até 14 anos de prisão; atos de sabotagem (incluindo incêndio criminoso) em nome desses grupos podem levar a prisão perpétua. A lei também dispensa a acusação de provar em cada caso a conexão com a potência estrangeira, facilitando processos. O comunicado atribui a ação à reivindicação pública, pelo IMCR, de sete ataques em locais ligados às comunidades judaica e israelense e à mídia em persa no Reino Unido — o mais notável, o incêndio criminoso antissemita contra 4 ambulâncias da Hatzola em Golders Green em 23/03/2026. O MI5 identificou ao menos 20 planos potencialmente letais ligados ao Irã no último ano. O primeiro-ministro Keir Starmer declarou: "We will never let Britain be a playground for states who want to spread fear, division and violence on our streets." A ministra do Interior (Home Secretary) Shabana Mahmood disse: "Iran and Russia are using proxies and thugs to do their dirty work on our shores." A chanceler (Foreign Secretary) Yvette Cooper declarou: "Iran and Russia's use of proxy groups to carry out state-backed activity on our soil is reprehensible."

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