Como Maria Esther Bueno forçou a regra do branco em Wimbledon
O uso de uma calcinha rosa pela tenista brasileira em 1962 foi decisivo para a implementação do rígido código de vestimenta do torneio britânico.
Pontos principais
- Em 1962, Maria Esther Bueno utilizou um vestido com forro e calcinha rosa desenhados pelo estilista Ted Tinling.
- O episódio gerou forte reação do conservador All England Club, que buscava manter a tradição frente às mudanças sociais da época.
- O incidente é apontado por historiadores como o principal catalisador para a regra de vestimenta totalmente branca em Wimbledon.
- O torneio já possuía um histórico de tensões sobre vestuário, envolvendo nomes como Gussie Moran e Suzanne Lenglen.
- Atualmente, a obrigatoriedade do branco é um pilar central da identidade de marca e da tradição do Grand Slam britânico.
O torneio de Wimbledon, conhecido por sua rigidez e apego às tradições, consolidou seu atual código de vestimenta após um incidente envolvendo a tenista brasileira Maria Esther Bueno em 1962. Na ocasião, a atleta entrou em quadra utilizando um vestido com forro e calcinha cor-de-rosa, peça criada pelo estilista Ted Tinling. O episódio causou escândalo no conservador All England Club, que via na vestimenta uma afronta aos valores institucionais da época.
A repercussão do caso foi determinante para que o clube endurecesse suas normas, estabelecendo a obrigatoriedade do uso de trajes totalmente brancos. Embora o torneio já acumulasse controvérsias anteriores com o vestuário de jogadoras como Gussie Moran e Suzanne Lenglen, a polêmica com a brasileira serviu como ponto de inflexão. Hoje, a exigência do branco é mantida como um elemento central da identidade e do prestígio histórico do campeonato.
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