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Turquia suspende mais de cem médicos por excesso de cesáreas

Governo turco multa e suspende obstetras para reduzir a maior taxa de cesarianas entre os países da OCDE e incentivar partos naturais.

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Foto: Folha de São Paulo - Mundo
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11/07 às 06:31 · atualizado 13:31

Pontos principais

  • Mais de 100 obstetras foram multados e suspensos pelo Ministério da Saúde da Turquia.
  • Profissionais punidos deverão realizar cursos de capacitação sobre partos naturais.
  • A Turquia registra a maior taxa de cesáreas entre os 38 países da OCDE.
  • Dados de 2023 apontam cerca de 615 cesarianas para cada 1.000 nascimentos vivos.
  • A rapidez do procedimento cirúrgico, que dura cerca de 30 minutos, é apontada como um dos fatores para a alta frequência.

O Ministério da Saúde da Turquia iniciou uma ofensiva contra a alta incidência de cesarianas no país, suspendendo e multando mais de cem médicos obstetras e ginecologistas. A medida faz parte de uma política pública que busca incentivar o parto natural e reduzir intervenções cirúrgicas consideradas desnecessárias. Como parte da punição, os profissionais afastados foram obrigados a passar por treinamentos adicionais focados em práticas de parto natural. Atualmente, a Turquia detém a maior taxa de cesáreas entre os 38 países da OCDE, com aproximadamente 615 procedimentos para cada 1.000 nascimentos vivos registrados em 2023. Especialistas do setor indicam que a eficiência de tempo das cesarianas, que levam cerca de 30 minutos, tem sido um fator determinante para a preferência pelo método em comparação ao parto normal no sistema de saúde turco.

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