Especialistas alertam para riscos da soroterapia sem comprovação
Conselhos médicos reforçam que a terapia intravenosa de vitaminas carece de evidências científicas e oferece riscos à saúde de pessoas saudáveis.
Pontos principais
- A soroterapia é comercializada indevidamente para fins estéticos, emagrecimento e longevidade.
- Entidades como o Cremego e a Sociedade Brasileira de Dermatologia condenam a prática sem indicação médica.
- O procedimento pode causar infecções, reações alérgicas e sobrecarga renal em pacientes sem deficiências nutricionais.
- O debate ganhou força após a influenciadora Virginia Fonseca promover o uso do tratamento em suas redes sociais.
A popularização da soroterapia, ou terapia nutricional endovenosa, tem gerado preocupação entre especialistas e conselhos de medicina no Brasil. Embora promovida por influenciadores digitais como Virginia Fonseca como uma solução para o bem-estar e a estética, a prática não possui comprovação científica para tais finalidades. Médicos alertam que a infusão de vitaminas em indivíduos saudáveis é desnecessária e pode acarretar riscos graves, incluindo infecções, reações alérgicas severas e sobrecarga renal. Segundo o Cremego e a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o uso de terapias intravenosas deve ser restrito a contextos hospitalares específicos, onde a necessidade clínica é rigorosamente avaliada por profissionais de saúde. A disseminação do procedimento nas redes sociais levanta um alerta sobre a importância de verificar a procedência e a segurança de tratamentos de saúde antes de sua adoção.
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