Conselho da Volkswagen barra plano de reestruturação da montadora
Representantes dos trabalhadores rejeitaram proposta de cortes, agravando a crise da Volkswagen diante da queda nas vendas globais e na China.
Pontos principais
- O conselho de supervisão da Volkswagen rejeitou o plano de reestruturação por 12 votos a 7.
- A proposta incluía o fechamento de quatro fábricas e o corte de até 100 mil empregos.
- As entregas da Volkswagen caíram 8,6% no segundo trimestre, com recuo de 37% no mercado chinês.
- Sindicatos como o IG Metall lideram protestos contra a falta de garantias de emprego.
- A montadora enfrenta forte pressão competitiva de fabricantes chinesas, como a BYD.
O conselho de supervisão da Volkswagen rejeitou, por 12 votos a 7, o plano de reestruturação proposto pela diretoria da montadora. A estratégia visava aumentar a eficiência operacional da companhia diante de um cenário de crise, que incluía o fechamento de quatro fábricas e a redução de até 100 mil postos de trabalho. A medida enfrentou forte resistência dos representantes dos trabalhadores e do sindicato IG Metall, que organizaram protestos em diversas unidades pelo país exigindo maior clareza sobre a segurança no emprego. O governo da Baixa Saxônia tentou mediar o impasse, mas as negociações permanecem travadas.
A rejeição do plano ocorre em um momento crítico para a Volkswagen, que lida com uma queda de 8,6% nas entregas globais no segundo trimestre, a maior retração em quatro anos. No mercado chinês, a situação é ainda mais severa, com uma queda de 37% nas vendas, pressionada pela concorrência direta de marcas locais como a BYD e pelo impacto da crise imobiliária na demanda. Além dos desafios internos, a montadora alemã enfrenta custos de produção elevados na Europa e as incertezas geradas por tarifas de importação impostas pelos EUA. A incapacidade de implementar medidas de corte de custos coloca a gestão de Oliver Blume sob pressão crescente para encontrar um equilíbrio entre a competitividade global e a estabilidade social na Alemanha.
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