Mulheres no Vale do Silício adotam prática de "eggmaxing"
Profissionais de tecnologia buscam congelar quantidades expressivas de óvulos para garantir a fertilidade futura diante da pressão profissional.
Pontos principais
- O grupo 'To Make an Omelette' reúne mais de 80 mulheres, incluindo fundadoras de tecnologia, para discutir estratégias de fertilidade.
- O termo 'eggmaxing' descreve a prática de congelar dezenas de óvulos, superando a recomendação médica padrão de 15 unidades.
- A iniciativa reflete o planejamento familiar de longo prazo entre mulheres na faixa dos 20 e 30 anos sob alta pressão profissional.
- Atualmente, a fertilização in vitro representa mais de 2% dos nascimentos anuais nos Estados Unidos.
Um grupo crescente de mulheres no Vale do Silício, autodenominadas 'eggmaxxers', tem impulsionado uma nova tendência voltada ao planejamento reprodutivo. A prática, apelidada de 'eggmaxing', consiste em realizar múltiplos ciclos de congelamento de óvulos para armazenar quantidades significativamente maiores do que as 15 unidades geralmente recomendadas por especialistas médicos para uma gestação bem-sucedida. A iniciativa é capitaneada pelo grupo 'To Make an Omelette', que conta com mais de 80 integrantes, incluindo fundadoras de startups e executivas do setor de tecnologia.
A movimentação ocorre em um cenário de alta pressão profissional, onde mulheres na faixa dos 20 e 30 anos buscam mitigar incertezas sobre a fertilidade futura. Com a fertilização in vitro representando hoje mais de 2% dos nascimentos nos Estados Unidos, o fenômeno destaca a crescente intersecção entre o planejamento de carreira e o uso de biotecnologia para o controle do tempo biológico.
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