Indústria automotiva brasileira retoma foco no etanol
Incentivos fiscais e metas de sustentabilidade impulsionam o retorno de veículos dedicados ao etanol e a expansão de híbridos flex no Brasil.
Pontos principais
- O programa IPI Verde incentiva a produção de modelos movidos exclusivamente a etanol, como o novo Chevrolet Onix ECO.
- Montadoras como Stellantis e Volkswagen avaliam ampliar portfólios com foco em etanol para atender metas de ESG.
- Empresas chinesas como BYD e GWM estão adaptando plataformas globais para a tecnologia híbrida flex brasileira.
- A mistura obrigatória de etanol na gasolina atingiu 30% em 2025, com estudos para elevar o índice a 32%.
- O etanol de milho ganha espaço no mercado por oferecer custos de produção inferiores aos da cana-de-açúcar.
O etanol voltou a ser protagonista na estratégia das montadoras instaladas no Brasil, impulsionado por uma combinação de incentivos fiscais, como o IPI Verde, e pela crescente pressão por metas de descarbonização. O movimento é exemplificado pelo lançamento do Chevrolet Onix ECO, que utiliza o combustível de forma exclusiva para aproveitar benefícios tributários. Paralelamente, gigantes globais como Stellantis e Volkswagen revisam seus planos de produto, enquanto fabricantes chinesas, incluindo BYD e GWM, adaptam suas plataformas globais para a tecnologia híbrida flex, específica para o mercado nacional. A relevância do setor é reforçada pela política pública de aumento na mistura de etanol na gasolina, que chegou a 30% em 2025, e pela consolidação do etanol de milho como uma alternativa economicamente competitiva à produção tradicional de cana-de-açúcar, consolidando o biocombustível como pilar central da transição energética automotiva no país.
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