Dia 133 da Guerra do Irã: Irã solicita retomada de conversas enquanto EUA condicionam negociações nucleares à liberdade de navegação
Teerã busca novas rodadas de diálogo em Omã, mas Washington impõe a livre circulação no Estreito de Ormuz como pré-requisito para o acordo nuclear.
Pontos principais
- O governo iraniano solicitou formalmente a retomada das conversas com os Estados Unidos para resolver pendências remanescentes.
- Equipes de negociação dos dois países devem se reunir neste sábado no Sultanato de Omã.
- Autoridades americanas afirmaram que não haverá negociações nucleares sem a garantia de trânsito livre para petroleiros no Estreito de Ormuz.
- O presidente Donald Trump autorizou o prosseguimento das tratativas, mas alertou que qualquer nova ação hostil iraniana resultará em resposta direta.
- O príncipe herdeiro da Arábia Saudita e o presidente Trump discutiram em ligação a segurança dos corredores marítimos e o status das negociações.
- Fontes da administração americana indicaram ao Wall Street Journal que as expectativas para um acordo nuclear estão em declínio.
O cenário diplomático entre Washington e Teerã apresentou novos desdobramentos após o governo iraniano solicitar o retorno às mesas de negociação. Segundo autoridades americanas, as equipes devem se encontrar no próximo sábado em Omã para tentar solucionar impasses pendentes. Apesar da disposição para o diálogo, a administração Trump estabeleceu condições rígidas, declarando que o progresso nas discussões sobre o programa nuclear está condicionado à garantia de livre navegação para petroleiros no Estreito de Ormuz. O presidente americano reforçou que, embora as negociações continuem, qualquer ato hostil por parte do Irã provocará uma resposta imediata dos Estados Unidos.
Paralelamente, a segurança regional tem sido objeto de consultas diplomáticas intensas, incluindo uma conversa entre o presidente Trump e o príncipe herdeiro da Arábia Saudita sobre a proteção de rotas marítimas. Contudo, o otimismo em relação a um desfecho positivo parece limitado, com fontes da Casa Branca sinalizando ao Wall Street Journal que as perspectivas para um acordo nuclear estão diminuindo à medida que as exigências de segurança se tornam centrais no debate.
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