EasyJet aceita oferta de 5,7 bilhões de libras da Apollo
A companhia aérea britânica EasyJet retirou o apoio à proposta da Castlelake após receber uma oferta superior da gestora Apollo Global Management.
Pontos principais
- A Apollo Global Management apresentou uma oferta de 5,7 bilhões de libras pela EasyJet, avaliando cada ação em 7,15 libras.
- O valor oferecido pela Apollo representa um prêmio de 81% sobre o preço de fechamento das ações da companhia em 28 de maio.
- A EasyJet havia aceitado anteriormente uma proposta da Castlelake, mas decidiu mudar de rota devido à superioridade financeira da nova oferta.
- As ações da EasyJet registraram alta de 13,2% na bolsa após o anúncio da disputa entre os dois fundos de investimento.
- A transação não prevê pagamento em dinheiro, permitindo que os acionistas transfiram suas participações para o veículo da Apollo.
- A Apollo tem prazo até o dia 7 de agosto para formalizar a proposta final ou desistir das negociações.
- Analistas apontam que a viabilidade da aquisição dependerá de uma reestruturação profunda nos custos operacionais da aérea.
A companhia aérea de baixo custo EasyJet tornou-se o centro de uma intensa disputa corporativa após a gestora de private equity Apollo Global Management apresentar uma oferta de 5,7 bilhões de libras pela empresa. O movimento superou uma proposta anterior da rival Castlelake, que havia sido aceita pelo conselho da aérea britânica apenas quatro dias antes. A nova oferta, que avalia cada ação em 7,15 libras, foi recebida com otimismo pelo mercado, resultando em uma valorização de 13,2% nas ações da companhia logo após o anúncio.
O conselho da EasyJet sinalizou disposição para recomendar a proposta da Apollo aos seus acionistas, justificando a decisão pela superioridade financeira em comparação ao lance da Castlelake, que era de 5,23 bilhões de libras. A estrutura do negócio permite que os investidores transfiram suas participações para o veículo de investimento da Apollo, sem a necessidade de pagamento imediato em dinheiro. A empresa, contudo, orientou que os acionistas aguardem novas orientações oficiais antes de tomarem qualquer medida definitiva sobre suas posições.
A movimentação reflete o interesse contínuo de grandes fundos de investimento no setor aéreo europeu, que enfrenta desafios operacionais significativos. Analistas do mercado, como os da Bernstein, alertam que, independentemente do vencedor, qualquer aquisição exigirá uma reestruturação profunda nos custos da companhia para garantir a viabilidade a longo prazo, especialmente diante do cenário de incertezas geopolíticas que impactam o setor aéreo global. A Apollo possui agora até o dia 7 de agosto para formalizar os termos da transação ou desistir do negócio, mantendo o mercado em expectativa sobre o desfecho da disputa.
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