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Mercor compra Deeptune e negocia valuation de US$ 20 bilhões

A Mercor oficializou a compra da Deeptune e busca novo aporte, mesmo após enfrentar desafios de segurança e questionamentos sobre conflitos de interesse.

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Foto: Mercor
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09/07 às 19:02 · atualizado 10/07 às 09:09

Pontos principais

  • A Mercor adquiriu a Deeptune, startup focada em ambientes de simulação para treinamento de agentes de IA.
  • A empresa negocia um novo aporte que pode elevar seu valuation para US$ 20 bilhões, dobrando o valor em nove meses.
  • A startup superou um incidente de segurança em março de 2026 que resultou na perda de contratos com a Meta.
  • O CEO Brendan Foody enfrenta questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse na aquisição da Deeptune.
  • A Mercor gerencia cerca de 30 mil contratados para treinar modelos de IA de laboratórios como OpenAI e Anthropic.

A Mercor, startup de inteligência artificial liderada por Brendan Foody, oficializou a compra da Deeptune, especializada em ambientes de aprendizado por reforço. A transação ocorre em um momento de expansão estratégica para a empresa, que busca integrar infraestruturas avançadas de simulação ao seu ecossistema de treinamento de modelos. Atualmente, a Mercor gerencia uma rede de 30 mil contratados que prestam serviços para laboratórios de ponta, como OpenAI e Anthropic, reportando uma receita anualizada de US$ 2 bilhões, embora a receita líquida seja impactada pelos custos operacionais com a força de trabalho.

Paralelamente à aquisição, a Mercor negocia uma nova rodada de investimento que visa atingir um valuation de US$ 20 bilhões, dobrando seu valor de mercado em apenas nove meses. O crescimento acelerado, contudo, ocorre em meio a desafios operacionais e de governança. A empresa superou recentemente um grave incidente de segurança ocorrido em março de 2026, que resultou na perda de contratos com a Meta. Além disso, a compra da Deeptune gerou questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse envolvendo o CEO Brendan Foody, que havia investido pessoalmente na startup adquirida apenas três meses antes da transação corporativa.

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