Trump comete gafes em cúpula da Otan e endurece discurso contra o Irã
Presidente dos EUA confundiu nomes e países em coletiva enquanto ameaça o Irã após bombardeios retaliatórios no Estreito de Ormuz.
Pontos principais
- Donald Trump confundiu o Irã com o Japão ao citar um ataque com 111 mísseis contra o porta-aviões Abraham Lincoln.
- O presidente americano afirmou que o acordo de paz com o Irã encerrou e ameaçou novos ataques à infraestrutura iraniana.
- Bombardeios dos EUA ocorreram em retaliação a ataques iranianos contra navios comerciais no Estreito de Ormuz.
- Trump prometeu uma resposta militar na proporção de 20 para 1 caso ocorram novas agressões iranianas.
Durante a cúpula da Otan realizada em Ancara, o presidente Donald Trump protagonizou uma série de gafes ao trocar nomes de países e líderes. Em um dos episódios, o mandatário referiu-se ao Irã como 'República Islâmica do Japão' ao comentar um incidente militar no qual 111 mísseis teriam sido disparados contra o porta-aviões americano Abraham Lincoln. O erro gerou repercussão imediata, dado que o Japão é um aliado estratégico dos Estados Unidos, enquanto a tensão com o governo iraniano permanece em patamares elevados após bombardeios americanos no sul do Irã como resposta a ataques contra navios comerciais no Estreito de Ormuz. Além da confusão geográfica, Trump também chamou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, de Vladimir Putin durante as reuniões de bastidores. Apesar das falhas na comunicação, o presidente manteve um tom beligerante, declarando que o acordo de paz com o Irã está encerrado e prometendo uma resposta militar desproporcional de 20 para 1 para qualquer nova agressão. O governo americano manifestou ceticismo quanto à disposição de Teerã em cumprir compromissos diplomáticos, mantendo a pressão sobre a infraestrutura iraniana.
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