ONU pede regulamentação global urgente para inteligência artificial
António Guterres defende normas internacionais para conter riscos da IA, priorizando a segurança infantil e a descentralização do poder tecnológico.
Pontos principais
- António Guterres alertou que o avanço da IA supera a capacidade atual de regulação pelos governos.
- Proposta inclui um Compromisso de Segurança Infantil para validar tecnologias antes do acesso de menores.
- O plano sugere proibir a geração de imagens sexualizadas de crianças e exigir intervenção humana em casos de sofrimento mental.
- O secretário-geral criticou a alta concentração de poder computacional concentrada nos Estados Unidos e na China.
- Um painel científico independente apresentou a primeira avaliação global sobre o tema, com novos relatórios previstos para 2027.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, defendeu a implementação de normas globais para a inteligência artificial, argumentando que a velocidade de desenvolvimento da tecnologia ultrapassa a capacidade de supervisão humana. O foco central da proposta é a proteção de menores, exigindo que empresas desenvolvedoras comprovem a segurança de suas ferramentas antes de disponibilizá-las para esse público. Entre as medidas sugeridas, destacam-se a proibição de conteúdos sexualizados envolvendo crianças e a obrigatoriedade de intervenção humana em situações de risco à saúde mental.
Além das questões de segurança, Guterres expressou preocupação com a atual concentração de poder computacional, dominada majoritariamente pelos Estados Unidos e pela China. A iniciativa busca mitigar riscos sistêmicos e garantir que o desenvolvimento da IA ocorra de forma ética e equitativa. Um painel científico independente já apresentou a primeira avaliação global sobre o setor, com análises mais aprofundadas programadas para 2027.
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