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Senadora paraguaia mantém ataques racistas contra Kylian Mbappé

Após ofensas racistas contra Mbappé, a senadora Celeste Amarilla recusa pedido de desculpas e gera crise diplomática entre Paraguai e França.

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Foto: G1 Mundo
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07/07 às 07:32 · atualizado 17:02

Pontos principais

  • A senadora paraguaia Celeste Amarilla proferiu ofensas racistas contra Kylian Mbappé após a eliminação do Paraguai pela França na Copa do Mundo.
  • Mbappé classificou as declarações como racismo descarado e afirmou que a parlamentar é indigna de seu cargo.
  • A Federação Francesa de Futebol anunciou que acionará o Ministério Público contra a senadora.
  • O governo do Paraguai e o presidente do Congresso local repudiaram publicamente a postura da parlamentar.
  • Amarilla recusou-se a pedir desculpas e ameaçou o jogador, citando o precedente da prisão de Ronaldinho no país.
  • O senador brasileiro Paulo Paim condenou as falas, alertando para o crescimento de discursos de ódio e extremismo.
  • A senadora alegou ter sido vítima de violência de gênero e exigiu uma retratação do atleta francês.

A eliminação da seleção paraguaia pela França na Copa do Mundo, realizada nos Estados Unidos, desencadeou uma crise diplomática e esportiva após a senadora paraguaia Celeste Amarilla proferir ataques racistas e xenófobos contra o atacante Kylian Mbappé. Em resposta, o jogador francês utilizou suas redes sociais para condenar a postura da parlamentar, classificando suas falas como racismo descarado e afirmando que ela não possui a dignidade necessária para ocupar um cargo público. A Federação Francesa de Futebol confirmou que tomará medidas legais, acionando o Ministério Público para investigar as ofensas.

Mesmo diante da repercussão internacional e do repúdio oficial emitido pelo governo do Paraguai e por lideranças do Congresso local, que enfatizaram que a senadora não representa os valores do país, Amarilla manteve sua postura. Em declarações recentes, a parlamentar recusou-se a pedir desculpas e chegou a proferir uma ameaça velada ao jogador, mencionando a prisão do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho no Paraguai como um exemplo de autoridade local. A senadora sustenta que suas falas foram uma reação a uma suposta violência de gênero, exigindo, por sua vez, uma retratação do atleta.

O incidente gerou reações em diversas esferas, incluindo o cenário político brasileiro. O senador Paulo Paim (PT-RS) manifestou repúdio às declarações, destacando que o episódio reflete uma tendência preocupante de normalização de discursos de ódio e o avanço de movimentos extremistas. A controvérsia coloca em evidência a necessidade de combate ao racismo no esporte e a responsabilidade de figuras públicas no uso de suas plataformas, enquanto os governos da França e do Paraguai buscam conter os danos diplomáticos causados pelo comportamento da parlamentar.

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