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AST SpaceMobile solicita primeira constelação NGEO brasileira

Empresa busca registrar centenas de satélites na Anatel para ampliar oferta de conectividade direta ao celular no mercado brasileiro.

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Foto: teletime.com.br
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06/07 às 09:06

Pontos principais

  • A AST SpaceMobile protocolou em junho o primeiro pedido de filing de uma constelação não-geoestacionária (NGEO) junto à Anatel.
  • O projeto visa a operação de centenas de satélites voltados para a tecnologia direct-to-device (D2D), com foco em cobertura nacional.
  • O registro via Brasil permite ao país prioridade e autoridade sobre a coordenação de frequências e posições orbitais na UIT.
  • A estratégia busca contornar restrições da FCC nos EUA, que limitam o pleito de coordenação global a empresas com direitos de espectro local.
  • A Anatel já autorizou a AST a operar na banda S no Brasil, decisão que enfrenta recurso da Starlink em análise pelo Conselho Diretor.
  • O serviço D2D permite conectar smartphones diretamente a satélites, funcionando como uma camada extra de cobertura em áreas remotas.

A AST SpaceMobile deu um passo estratégico para consolidar sua presença no mercado brasileiro de conectividade via satélite ao solicitar o registro de uma constelação não-geoestacionária (NGEO) junto à Anatel. O pedido, protocolado em junho de 2026, contempla faixas de espectro para satélite, frequências IMT e gateways, visando otimizar a cobertura de serviços direct-to-device (D2D) no país. Caso a agência aprove o pleito, o Brasil será o responsável por encaminhar a coordenação global das posições orbitais à União Internacional de Telecomunicações (UIT).

A movimentação ocorre em meio a uma disputa acirrada com a Starlink pelo mercado de conectividade via satélite. Enquanto a AST busca diversificar seus registros internacionais para mitigar limitações regulatórias nos Estados Unidos, a empresa também enfrenta contestações locais da concorrente sobre autorizações prévias na banda S. A Anatel, que recentemente aprovou a destinação de faixas de radiofrequência para o D2D, mantém a validade das autorizações da AST enquanto o Conselho Diretor avalia os recursos apresentados pela Starlink.

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