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Estudo indica que 'hobbits' eram necrófagos e não dominavam o fogo

Pesquisa revela que o Homo floresiensis se alimentava de restos de presas de dragões-de-komodo e não utilizava fogo para cozinhar.

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05/07 às 13:53

Pontos principais

  • Análise de marcas em ossos de Stegodon mostra que dragões-de-komodo consumiam as partes nobres, deixando apenas sobras para os hominídeos.
  • Marcas de ferramentas de pedra encontradas em ossos de Stegodon indicam que o Homo floresiensis apenas processava restos de carcaças.
  • Estudo de 4.500 ossos de roedores na caverna de Liang Bua não encontrou evidências de queima, refutando o uso de fogo pela espécie.
  • Vestígios de fogo encontrados anteriormente em camadas superiores da caverna são atribuídos à ocupação posterior por Homo sapiens.
  • A descoberta sugere que o Homo floresiensis possuía um repertório comportamental mais simples do que o atribuído a espécies como Homo erectus.
  • O Homo floresiensis viveu na ilha de Flores, na Indonésia, entre aproximadamente 190 mil e 50 mil anos atrás.

Uma nova análise taphonômica publicada na revista Science Advances desafia a compreensão científica sobre o Homo floresiensis, conhecido popularmente como 'hobbit'. Ao comparar marcas de dentes de dragões-de-komodo modernos com vestígios em ossos de Stegodon — um parente extinto dos elefantes —, pesquisadores concluíram que esses hominídeos não eram caçadores de grande porte, mas sim necrófagos que aproveitavam as carcaças deixadas pelos répteis. A ausência de marcas de fogo em milhares de ossos de roedores analisados na caverna de Liang Bua reforça a tese de que a espécie não dominava o controle do fogo, contrariando teorias anteriores que associavam o grupo a comportamentos avançados.

Os resultados indicam que o Homo floresiensis pode ter seguido um caminho evolutivo distinto, possivelmente divergindo da linhagem humana antes do surgimento de capacidades cognitivas mais complexas. Especialistas sugerem que a espécie pode ser descendente de ancestrais mais primitivos, como o Homo habilis ou formas semelhantes ao Australopithecus, em vez de ser uma versão anã do Homo erectus. A presença de carvão e ossos queimados em camadas arqueológicas superiores da caverna é agora atribuída à ocupação humana posterior por Homo sapiens, ocorrida milhares de anos após o desaparecimento dos 'hobbits'.

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