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Keiko Fujimori é proclamada presidente do Peru após vitória no segundo turno

Após vencer o pleito com 50,135% dos votos, a conservadora Keiko Fujimori assume a presidência em 28 de julho com foco em mineração e segurança pública.

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Foto: Folha de São Paulo - Mundo
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03/07 às 15:31 · atualizado 17:45

Pontos principais

  • Keiko Fujimori obteve 50,135% dos votos válidos, superando Roberto Sánchez por uma margem estreita.
  • A proclamação oficial foi emitida pelo Júri Nacional de Eleições (JNE) após três semanas de apuração.
  • O candidato derrotado, Roberto Sánchez, contesta o resultado e recorreu à Comissão Interamericana de Direitos Humanos.
  • A posse está agendada para o dia 28 de julho, com mandato previsto até 2031.
  • A vitória marca o retorno do fujimorismo ao poder 26 anos após o fim do regime de Alberto Fujimori.
  • O plano de governo de Fujimori prioriza o incentivo ao investimento privado no setor de mineração.
  • A nova gestão promete adotar medidas rigorosas de segurança pública para combater a criminalidade no país.
  • O mercado financeiro reagiu positivamente, com a Moody's destacando a expectativa de continuidade nas políticas econômicas.

A política conservadora Keiko Fujimori foi oficialmente proclamada presidente do Peru pelo Júri Nacional de Eleições (JNE), encerrando um processo eleitoral marcado por intensa polarização. Com 50,135% dos votos, Fujimori superou o senador Roberto Sánchez em sua quarta tentativa de chegar ao cargo mais alto do Executivo. A vitória marca um momento histórico para o país, representando o retorno do fujimorismo ao comando da nação 26 anos após o término do governo de seu pai, Alberto Fujimori. A posse da nova presidente está confirmada para o dia 28 de julho, quando sucederá o presidente interino José Balcazar.

O resultado, contudo, enfrenta resistência. Roberto Sánchez contestou a contagem dos votos, alegando irregularidades sem apresentar provas, e recorreu à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, além de organizar protestos. Apesar da tensão política, o mercado financeiro demonstrou otimismo com a definição do pleito, com a agência de classificação de risco Moody's apontando a expectativa de estabilidade e continuidade nas políticas econômicas. A nova gestão assume o desafio de governar um país que registrou nove presidentes na última década, em um cenário de alta fragmentação partidária no Congresso e histórico de instabilidade institucional.

Em termos de diretrizes administrativas, a nova presidente eleita já sinalizou os pilares de sua gestão. O plano de governo foca no fortalecimento da economia através do incentivo ao investimento privado, especialmente no setor de mineração, que é vital para as exportações peruanas. Além disso, Fujimori prometeu uma postura rigorosa no combate à criminalidade, tratando a segurança pública como uma das prioridades imediatas de seu mandato. Essas medidas representam uma mudança significativa na direção política do país, buscando atrair capital estrangeiro enquanto tenta pacificar o ambiente interno.

Fonte primária

Jurado Nacional de Elecciones (JNE Perú)

Proclamación General de Resultados de la Elección de Presidente y Vicepresidentes de la República — EG2026

O Pleno do JNE, presidido por Roberto Burneo, realizou nesta sexta-feira, 3 de julho de 2026, a sessão pública de Proclamação Geral de Resultados da eleição de presidente e vice-presidentes da República (Eleições Gerais EG2026), na sede do órgão em Jesús María, Lima. Com base no cômputo oficial da ONPE (100% das atas), o JNE proclamou a fórmula da Fuerza Popular vencedora do segundo turno, com Keiko Fujimori Higuchi como presidenta eleita, Luis Fernando Galarreta Velarde como primeiro vice-presidente e Miguel Ángel Torres Morales como segundo vice-presidente, para o período 2026-2031, com 9.223.396 votos (50,135% dos votos válidos) ante 9.173.755 votos (49,865%) da fórmula de Juntos por el Perú, liderada por Roberto Sánchez. Em pronunciamento após o ato, o presidente do JNE, Roberto Burneo, declarou que "a autoridade que hoje se proclamou nasce exclusivamente da vontade soberana de milhões de peruanos que, mediante o sufrágio, decidiram livremente", acrescentando que "essa decisão soberana merece ser respeitada e protegida" e que todo voto — urbano, rural, próximo ou distante — possui o mesmo valor democrático e o mesmo respaldo constitucional. O JNE informou ainda que, com a proclamação oficial, a fórmula vencedora e o governo em exercício podem iniciar o processo de transferência e instalação de equipes, com entrega de credenciais prevista para 15 de julho e posse em 28 de julho de 2026.

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