Grupo industrial dos EUA acusa China de infiltrar acordo USMCA
Fabricantes americanos alertam que a China utiliza o México para contornar barreiras comerciais antes da revisão do tratado USMCA.
Pontos principais
- Grupo industrial dos EUA afirma que a China busca burlar tarifas ao produzir componentes automotivos no México.
- O acordo comercial USMCA entra em fase de revisão este mês, com Washington sinalizando resistência aos termos atuais.
- A proximidade geográfica do México torna o país um hub estratégico para a exportação de produtos chineses aos EUA.
- Especialistas apontam que a dependência da indústria automotiva norte-americana de peças chinesas dificulta o desacoplamento.
Um grupo industrial dos Estados Unidos denunciou que a China está tentando infiltrar-se no acordo comercial USMCA, que une EUA, México e Canadá. Segundo a entidade, empresas chinesas estariam realizando investimentos no setor automotivo mexicano para utilizar o país como base de produção e contornar barreiras tarifárias impostas por Washington. A denúncia ganha relevância com a proximidade da revisão do tratado, prevista para este mês, momento em que o governo do presidente Donald Trump tem sinalizado incertezas sobre a manutenção dos termos atuais. O desafio para os formuladores de políticas públicas é complexo, dado que a cadeia de suprimentos automotiva norte-americana mantém uma dependência significativa de componentes fabricados na China. A situação reflete a estratégia dos EUA de proteger sua manufatura interna e limitar a influência econômica chinesa na América do Norte.
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