Governo brasileiro critica sanções dos EUA contra cidadãos e empresas
O ministro Dario Durigan questionou sanções americanas contra brasileiros por supostos vínculos com facções, alegando violação da soberania nacional.
Pontos principais
- EUA sancionaram dois brasileiros e quatro empresas por lavagem de dinheiro ligada ao PCC e Comando Vermelho.
- As medidas bloqueiam bens sob jurisdição americana e proíbem transações com os alvos.
- O governo dos EUA alega que o grupo movimentou mais de US$ 30 milhões provenientes de atividades ilícitas.
- Dario Durigan defendeu a soberania nacional e criticou a ausência de mecanismos de recurso para os atingidos.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, manifestou críticas à decisão do governo de Donald Trump de impor sanções a brasileiros e empresas suspeitos de envolvimento com o PCC e o Comando Vermelho. As medidas, que incluem o bloqueio de bens e a proibição de transações financeiras, baseiam-se na recente classificação dessas facções como organizações terroristas pelos americanos. O governo dos EUA alega que o grupo movimentou mais de US$ 30 milhões provenientes de atividades ilícitas, envolvendo nomes como Victor Henrique de Oliveira Shimada, que também responde a investigações por fraudes no Brasil. Durigan argumentou que a segurança pública é uma atribuição exclusiva do Estado brasileiro e questionou a falta de transparência e de mecanismos de defesa para os atingidos, elevando tensões sobre a soberania na condução de investigações criminais e o impacto de decisões unilaterais no ambiente de negócios.
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