Concorrência chinesa é maior obstáculo ao crescimento da Europa
Relatório do Goldman Sachs aponta que a perda de mercado para a China em terceiros países prejudica a economia europeia mais que o déficit comercial.
Pontos principais
- A participação da Europa no mercado global de bens de capital recuou de 54% para 43% desde 2005.
- A China elevou sua fatia no mercado global de bens de capital de 7% para 24% no mesmo período.
- Exportações chinesas para a União Europeia cresceram 16% nos primeiros cinco meses do ano.
- A UE deve adotar medidas comerciais focadas em setores específicos, como aço e maquinário, em vez de tarifas generalizadas.
Um relatório do Goldman Sachs indica que o principal entrave ao crescimento econômico da União Europeia não é o déficit comercial direto com a China, mas sim a perda de participação de mercado para produtos chineses em regiões terceiras, como a Ásia-Pacífico e a América Latina. O levantamento destaca que a competitividade chinesa tem corroído a relevância europeia em setores estratégicos de bens de capital, onde a fatia da UE caiu significativamente nas últimas duas décadas. Diante desse cenário, analistas preveem que o bloco europeu adote uma postura comercial mais assertiva. Contudo, a expectativa é de que as medidas sejam direcionadas a setores específicos, como aço, produtos químicos e maquinário, evitando a implementação de tarifas generalizadas similares às adotadas pelos Estados Unidos, dada a complexidade das cadeias de suprimentos globais.
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