Ataque aéreo russo contra Kiev deixa 17 mortos e Ucrânia revida
O maior bombardeio a Kiev desde o início da guerra deixou 17 mortos, enquanto a Ucrânia intensifica ataques à infraestrutura energética russa e civis tentam reconstruir suas vidas.
Pontos principais
- O ataque russo utilizou 74 mísseis e 496 drones, atingindo cinco distritos de Kiev e causando 17 mortes.
- O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, decretou um dia de luto oficial pelas vítimas da ofensiva.
- A Ucrânia respondeu com ataques de drones ao setor energético russo, provocando escassez de combustível no país.
- O presidente Volodimir Zelensky solicitou aos Estados Unidos autorização para produzir mísseis Patriot localmente.
- A União Europeia planeja implementar novas sanções contra a Rússia em resposta à escalada do conflito.
- Moradores de Kiev enfrentam os esforços de recuperação e o trauma persistente após mais de quatro anos de invasão.
- A situação ressalta a vulnerabilidade contínua das áreas urbanas ucranianas frente aos bombardeios constantes.
Um intenso ataque aéreo coordenado pela Rússia atingiu Kiev e diversas regiões da Ucrânia, sendo classificado como a maior ofensiva contra a capital desde o início do conflito. A operação, que utilizou 74 mísseis e 496 drones, atingiu cinco distritos da cidade, resultando em pelo menos 17 mortes e danos severos a edifícios residenciais. Em resposta à tragédia, o prefeito Vitali Klitschko decretou um dia de luto oficial, enquanto a população local enfrenta o trauma persistente e os esforços de recuperação em meio à vulnerabilidade constante das áreas urbanas. O Ministério da Defesa russo justificou a ação como uma resposta a ataques ucranianos contra infraestruturas civis e militares em seu território.
Diante da escalada, o presidente Volodimir Zelensky solicitou aos Estados Unidos autorização para produzir mísseis Patriot localmente, visando fortalecer a defesa aérea ucraniana. Paralelamente, a Ucrânia tem focado ataques de drones contra a infraestrutura petrolífera russa, gerando problemas de abastecimento de combustível no país vizinho. Enquanto o Kremlin reitera que manterá a pressão militar para atingir seus objetivos, a chefe de política externa da União Europeia, Kaja Kallas, anunciou que o bloco prepara novas sanções. O cenário, que completa mais de quatro anos de invasão em larga escala, permanece em um ciclo de retaliações mútuas que afeta profundamente a infraestrutura civil ucraniana e o setor energético russo.
Fontes primárias
Comunicado do Ministério da Defesa da Rússia sobre o ataque a Kiev
O Ministério da Defesa russo afirma que as Forças Armadas da Rússia realizaram um ataque maciço com armas de precisão de longo alcance (base aérea, terrestre e naval) e drones de ataque, em resposta a "ataques terroristas do regime de Kiev contra infraestrutura civil" em território russo. Segundo o comunicado, os alvos atingidos em Kiev e região foram exclusivamente industriais/militares: a fábrica de eletrônicos "Radioniks" (que produziria sistemas de controle para os mísseis "Flamingo", "Fire Point-7/-9" e "Neptune-MD"), a empresa de montagem de drones "Atlon Avia" (drones An-196 "Lutyi" e "Magura UA"), a estatal "Antonov", a "Fábrica de Rádio de Kiev"/"TRIMEN-Ukraine" (sistemas de mira de tanques e blindados), o complexo industrial "Kiev-25" (produção de sinais de interferência eletrônica), o centro logístico "MLP-Chaika", o depósito de combustível "Kiev-3" ("Grandterminal") e estações de distribuição de gás. Também foram atingidos aeródromos militares nas regiões de Dnipropetrovsk, Poltava, Cherkasy, Chernihiv e Kiev. O comunicado não menciona edifícios residenciais entre os alvos.
Comunicado do prefeito Vitali Klitschko sobre o Dia de Luto em Kiev
Klitschko decreta 3 de julho como Dia de Luto oficial em Kiev, em memória das vítimas do que descreve como o ataque mais massivo do inimigo contra a capital. Determina o hasteamento de bandeiras a meio mastro em prédios públicos municipais e recomenda o mesmo em edifícios de propriedade estatal e privada; proíbe eventos de entretenimento na cidade nesse dia. Informa que a operação de busca e resgate no prédio danificado no distrito de Darnytskyi continua, com equipes ainda procurando pessoas sob os escombros, e que até o momento (06h50 UTC de 2 de julho) são 13 os mortos confirmados em Kiev — número que subiu ao longo do dia conforme a Administração Militar da Cidade de Kiev atualizou o balanço.
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