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PF deflagra operação contra anúncios digitais que simulavam serviços públicos

A Operação AD Phishing investiga grupos que usavam sites falsos, identidade visual do governo e inteligência artificial para aplicar golpes online contra cidadãos.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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01/07 às 07:45 · atualizado 12:01

Pontos principais

  • A Polícia Federal cumpre nove mandados de busca e apreensão em quatro estados brasileiros.
  • Investigação aponta o uso de sites falsos que simulam portais oficiais para obter dados e valores.
  • Criminosos empregam ferramentas de inteligência artificial para aumentar a eficácia dos ataques e conferir legitimidade às páginas.
  • A ação, autorizada pela 10ª Vara Federal Criminal do DF, visa desarticular a infraestrutura tecnológica do esquema.
  • Foram identificados 1.770 anúncios fraudulentos em diversos sites e domínios.
  • Os suspeitos podem responder por estelionato, associação criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

A Polícia Federal deflagrou a Operação AD Phishing com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa especializada em fraudes digitais. Os investigados utilizavam anúncios falsos na internet que simulavam serviços públicos, empregando indevidamente a identidade visual do Governo Federal para induzir cidadãos ao erro. A operação, autorizada pela 10ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, cumpre nove mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo. As autoridades identificaram cerca de 1.770 anúncios fraudulentos espalhados por diversos domínios, que serviam como porta de entrada para a captura de dados e valores das vítimas.

Além da falsificação de marcas institucionais, a investigação revelou que o grupo utiliza ferramentas de inteligência artificial para otimizar a eficácia dos golpes e a criação de conteúdos manipulados. A iniciativa busca identificar os responsáveis pela estrutura tecnológica que sustentava o esquema e proteger os usuários contra táticas avançadas de engenharia social. Os envolvidos na fraude podem responder por crimes como estelionato, associação criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. As autoridades reforçam o alerta sobre a necessidade de cautela ao acessar serviços que solicitam dados ou pagamentos em nome de órgãos públicos.

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