Produção em novas fronteiras dobra em 2025, mas falta de ferrovias limita a competitividade do setor frente aos polos tradicionais.
O Brasil consolidou uma nova fase de exploração de minério de ferro fora dos eixos tradicionais de Carajás e do Quadrilátero Ferrífero, com a produção em regiões como Corumbá, Bahia e Piauí dobrando nesta década e alcançando 15 milhões de toneladas em 2025. Contudo, o avanço dessas novas fronteiras enfrenta um desafio estrutural crítico: a carência de ferrovias, que encarece a logística e reduz a competitividade do minério brasileiro no mercado global. Enquanto empresas como a LHG Mining buscam alternativas fluviais, grandes projetos, como a mina Pedra de Ferro, dependem de investimentos bilionários em infraestrutura ferroviária e portuária para atingir sua plena capacidade operacional. A resolução desses gargalos logísticos é apontada pelo setor como o fator determinante para que essas novas regiões alcancem a eficiência produtiva necessária para sustentar o crescimento da mineração nacional a longo prazo.
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