Estudantes e faculdades pedem revisão das regras do Fies na Câmara
Debate na Câmara dos Deputados busca ajustes no Fies, incluindo controle de mensalidades e novo modelo de pagamento vinculado à renda futura.
Pontos principais
- Estudantes denunciaram aumentos abusivos em mensalidades de medicina acima do teto do MEC.
- O FNDE reajustou o teto de financiamento para cursos de medicina em 30%, atingindo R$ 78 mil semestrais.
- Entidades educacionais apontam que o Fies atual é pouco atrativo e apresenta alta inadimplência.
- O governo estuda a implementação de um modelo de pagamento contingenciado à renda do estudante após a formatura.
Representantes estudantis e de instituições de ensino superior reuniram-se na Câmara dos Deputados para discutir a necessidade de reformas no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Durante o debate, estudantes relataram a prática de reajustes abusivos em mensalidades de cursos de medicina, que estariam superando os limites estabelecidos pelo Ministério da Educação. Em resposta, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) confirmou um reajuste de 30% no teto de financiamento para esses cursos, elevando o valor para R$ 78 mil por semestre. O setor educacional, por sua vez, criticou a atual estrutura do programa, citando a baixa adesão e os altos índices de inadimplência. Como solução, o governo avalia a proposta de vincular o pagamento das parcelas à renda do graduado após a formatura, medida que já está em análise pelo conselho gestor do programa para tentar tornar o financiamento mais sustentável.
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