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Anistia Internacional acusa RSF de crimes contra a humanidade no Sudão

Relatório aponta que as Forças de Apoio Rápido cometeram crimes contra a humanidade e limpeza étnica contra civis na cidade de el-Fasher entre 2024 e 2025.

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Foto: SCMP - World
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01/07 às 06:02 · atualizado 10:38

Pontos principais

  • A Anistia Internacional documentou ataques deliberados, incluindo assassinatos, tortura e violência sexual, contra a população civil em el-Fasher.
  • O relatório classifica as ações das RSF como crimes contra a humanidade e limpeza étnica, parte de um ataque generalizado contra civis.
  • A ONU já havia alertado que a violência na região possui características de genocídio e que ambos os lados do conflito cometeram abusos graves.
  • O conflito no Sudão, iniciado em abril de 2023, envolve o exército nacional e as forças paramilitares RSF.
  • A guerra já causou dezenas de milhares de mortes e o deslocamento forçado de milhões de pessoas em todo o país.
  • A organização exige responsabilização imediata pelos abusos documentados durante a tomada da cidade no ano passado.

Um novo relatório da Anistia Internacional denunciou as Forças de Apoio Rápido (RSF) por crimes contra a humanidade e limpeza étnica cometidos em el-Fasher, capital de Darfur do Norte. A organização documentou evidências de ataques deliberados contra civis, incluindo casos de assassinato, tortura, estupro e escravidão sexual, ocorridos entre 2024 e 2025. As conclusões da entidade reforçam alertas anteriores de uma missão independente da ONU, que já indicava que a violência na região possui características de genocídio e que ambos os lados do conflito, iniciado em abril de 2023, têm sido responsáveis por violações graves dos direitos humanos.

Os abusos foram descritos como parte de um ataque generalizado e sistemático contra a população civil. O conflito, que coloca o exército sudanês contra as forças paramilitares RSF, já resultou em dezenas de milhares de mortes e no deslocamento forçado de milhões de pessoas. A situação em el-Fasher tornou-se um ponto crítico, evidenciando a falha na proteção de populações vulneráveis. A denúncia internacional aumenta a pressão por investigações sobre as atrocidades que continuam a afetar milhares de civis, buscando a responsabilização dos autores pelos crimes cometidos durante o período de guerra.

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