Surto de Ebola na República Democrática do Congo pode custar US$ 3,6 bi
Relatório da ONU aponta que o surto de Ebola pode reduzir o PIB africano em até US$ 3,6 bilhões e eliminar centenas de milhares de empregos.
Pontos principais
- A cepa Bundibugyo já registrou 1.307 infecções e 377 mortes na República Democrática do Congo.
- Atualmente, não existem vacinas ou tratamentos comprovados para esta variante específica do vírus.
- O PNUD projeta a perda de 328 mil empregos no cenário econômico mais grave.
- Especialistas alertam para o risco de contágio em países vizinhos, como Uganda e Sudão do Sul.
- A crise econômica pode ser intensificada pela alta nos preços de combustíveis decorrente da instabilidade no Irã.
Um relatório recente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) alerta que o atual surto de Ebola na República Democrática do Congo representa uma ameaça significativa à estabilidade econômica do continente africano. Com 1.307 casos confirmados e 377 mortes causadas pela cepa Bundibugyo, a ausência de tratamentos eficazes eleva a preocupação com uma possível propagação para nações vizinhas, como Uganda e Sudão do Sul. No cenário mais pessimista traçado pela ONU, o impacto financeiro pode atingir US$ 3,6 bilhões, com a eliminação de 328 mil postos de trabalho. A situação é agravada pelo cenário macroeconômico global, onde a crise no Irã pressiona os custos de combustíveis, dificultando a logística de resposta à emergência sanitária e a recuperação das economias locais afetadas pela doença.
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