Apesar do recorde de R$ 525,1 bilhões, o setor e o senador Sérgio Moro apontam insuficiência no plano devido a juros altos e cortes no seguro rural.
O governo federal oficializou o Plano Safra 2026/2027 com um volume recorde de R$ 525,1 bilhões, mas a medida enfrenta críticas severas tanto de parlamentares quanto de representantes do setor. Enquanto o senador Sérgio Moro destacou que o corte de verbas para o seguro rural expõe produtores a riscos climáticos, como o El Niño, entidades do agronegócio argumentam que o montante financeiro é insuficiente na prática. Segundo o setor, as taxas de juros elevadas e as regras restritivas de crédito comprometem o impacto positivo do anúncio, dificultando a viabilidade econômica da safra. Além das questões orçamentárias e de crédito, o debate também abrange a política externa, com Moro cobrando uma postura mais incisiva do governo nas tratativas comerciais entre Mercosul e União Europeia para proteger os interesses dos produtores nacionais.
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