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Reino Unido anuncia investimento de 300 bilhões de libras em defesa

O governo britânico destinará 300 bilhões de libras à modernização militar, visando cumprir metas da Otan e ampliar a autonomia estratégica europeia.

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Foto: InfoMoney
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30/06 às 09:15 · atualizado 11:03

Pontos principais

  • O plano de quatro anos inclui um incremento de 15 bilhões de libras, elevando os gastos anuais para quase 80 bilhões de libras até 2029.
  • Os recursos serão obtidos por meio de cortes em energia, transporte e habitação, evitando o aumento do endividamento público.
  • O investimento prioriza drones, sistemas autônomos, marinha híbrida e dissuasão nuclear, visando atingir 3,5% do PIB em defesa até 2035.
  • A medida atende a exigências do presidente Donald Trump por maior participação financeira dos aliados na Otan.
  • A implementação do projeto, que sofreu 11 meses de atraso, gerou instabilidade política e a saída do secretário de defesa.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, oficializou um plano de investimento de 300 bilhões de libras para a modernização das Forças Armadas nos próximos quatro anos. A estratégia prevê um aumento gradual que elevará os gastos anuais para quase 80 bilhões de libras até 2029, com o objetivo de cumprir o compromisso de destinar 3,5% do PIB para a defesa até 2035. O aporte será apresentado formalmente na próxima cúpula da Otan em Ancara, reforçando a resposta do Reino Unido às pressões do presidente Donald Trump por maior autonomia militar europeia e responsabilidade financeira dos membros da aliança.

Para viabilizar o financiamento sem recorrer ao aumento do endividamento público, o governo optou por cortes em pastas de energia, transporte e habitação. O foco tecnológico do investimento recai sobre o desenvolvimento de drones, armas autônomas, marinha híbrida e a modernização da dissuasão nuclear. Apesar da relevância estratégica, o anúncio ocorre sob um cenário de instabilidade política, marcado por 11 meses de atrasos nas negociações e a recente saída do secretário de defesa. Enquanto o governo defende a medida como essencial para a segurança nacional, críticos argumentam que o volume de recursos ainda é insuficiente e que a implementação chega com atraso frente aos desafios geopolíticos atuais.

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