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Alcoa compra ativos da South32 por US$ 4,1 bilhões

A Alcoa compra ativos da South32 por US$ 4,1 bilhões, enquanto a mineradora australiana redireciona seu foco estratégico para o mercado de cobre e zinco.

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Foto: Bloomberg - Markets
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30/06 às 19:32 · atualizado 01/07 às 05:15

Pontos principais

  • A transação envolve ativos de bauxita, alumina e alumínio no Brasil, Austrália e África do Sul.
  • O pagamento será de US$ 3,1 bilhões em dinheiro e US$ 1 bilhão em ações, com CVR de até US$ 750 milhões.
  • A Alcoa projeta capturar US$ 900 milhões em sinergias operacionais com a integração.
  • A conclusão do negócio está prevista para o primeiro semestre de 2027, dependendo de aprovações regulatórias.
  • A venda dos ativos de alumínio, que respondiam por 60% dos lucros da South32, marca a nova estratégia da empresa.
  • O novo CEO da South32, Matt Daley, pretende priorizar investimentos em metais essenciais para a transição energética, como cobre e zinco.

A Alcoa anunciou um acordo estratégico para comprar ativos de bauxita, alumina e alumínio da mineradora australiana South32 por US$ 4,1 bilhões. A transação será liquidada com US$ 3,1 bilhões em dinheiro e US$ 1 bilhão em ações, incluindo um direito de valor contingente (CVR) de até US$ 750 milhões. A operação abrange unidades produtivas na Austrália, África do Sul e Brasil, onde a empresa reforça sua presença na Mineração Rio do Norte e no complexo Alumar. Com a integração, a Alcoa espera capturar US$ 900 milhões em sinergias operacionais, ganhando escala para enfrentar a volatilidade do mercado internacional e atender à demanda da transição energética.

Simultaneamente, o movimento representa uma mudança estrutural para a South32. Anunciada no primeiro dia de gestão do novo CEO, Matt Daley, a venda dos ativos de alumínio — que representavam 60% dos lucros da companhia — visa reposicionar a mineradora no mercado. A empresa pretende agora redirecionar seu foco operacional e investimentos para a exploração de cobre e zinco, metais considerados fundamentais para a economia de baixo carbono. A conclusão do negócio entre as duas gigantes do setor está prevista para o primeiro semestre de 2027, sujeita às aprovações dos órgãos reguladores competentes.

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