Votorantim vende participação na CBA para Chinalco e Rio Tinto por R$ 4,69 bilhões
A Votorantim vendeu sua fatia majoritária na CBA para Chinalco e Rio Tinto por R$ 4,69 bilhões, impactando o mercado de bauxita e o portfólio da Votorantim.
Pontos principais
- A Votorantim vendeu sua participação de 69% na CBA para uma joint venture da Chinalco (67%) e Rio Tinto (33%) por R$ 4,69 bilhões, com preço de R$ 10,50 por ação.
- O preço de venda representa um prêmio de apenas 1,5% sobre o fechamento do dia, considerado neutro para a tese de investimento em ações.
- A transação reforça o objetivo da China de garantir acesso de longo prazo à bauxita e diversificar canais de suprimento.
- Para a Votorantim, a venda se alinha à estratégia de rebalanceamento de portfólio, reduzindo exposição a commodities cíclicas.
- A governança corporativa da CBA garante direitos de tag along aos acionistas minoritários, com expectativa de deslistagem da empresa da bolsa brasileira.
A Aluminium Corporation of China (Chinalco) e a Rio Tinto finalizaram a aquisição da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), com o Grupo Votorantim vendendo sua participação majoritária de 69% por cerca de R$ 4,69 bilhões. A transação, que avaliou as ações em R$ 10,50 cada, representa um movimento estratégico no setor de alumínio e bauxita, com o UBS BB estimando o valor total da firma em R$ 10 bilhões. O preço de venda, com um prêmio de apenas 1,5% sobre o fechamento do dia, foi considerado neutro para a tese de investimento em ações.
Com a venda, a Rio Tinto planeja adquirir cerca de 33% da joint venture com a Chinalco, que deterá a maior parte do controle da CBA. A XP Investimentos avalia que a transação reforça o objetivo da China de garantir acesso de longo prazo à bauxita e diversificar canais de suprimento, enquanto a Genial Investimentos destaca que é a maior transação do setor de alumínio no Brasil em anos. Para a Votorantim, a venda se alinha à estratégia de rebalanceamento de portfólio, reduzindo exposição a commodities cíclicas e focando em infraestrutura e utilidades. Há também planos para uma oferta pública de aquisição das participações minoritárias, com a governança corporativa da CBA garantindo direitos de tag along, e expectativa de deslistagem da empresa da bolsa brasileira.
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