O governo proibiu reuniões públicas na capital sob justificativa de conter o Ebola, gerando acusações de repressão política pela oposição.
O governo da República Democrática do Congo anunciou a proibição de aglomerações públicas na capital, Kinshasa, citando a necessidade de conter a propagação do Ebola. A medida, apresentada como uma ação preventiva de saúde pública, ocorre em um momento de crescente tensão política no país, com protestos organizados pela oposição previstos para ocorrer na região. Líderes oposicionistas contestaram a decisão, acusando a administração de utilizar a crise sanitária como um pretexto para silenciar vozes dissidentes e restringir o direito de reunião. O governo, por sua vez, refutou as alegações de motivação política, mantendo que a prioridade é a contenção do surto. A situação reflete a fragilidade do cenário político local, onde medidas de saúde pública são frequentemente interpretadas sob a ótica da disputa pelo poder e da liberdade de expressão.
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