Moradores pressionam militares a ajudar em resgates na Venezuela
População em La Guaira forçou militares a trocar armas por ferramentas de resgate após terremotos que deixaram quase 1.500 mortos no país.
Pontos principais
- A tragédia causada pelos terremotos na Venezuela já contabiliza quase 1.500 mortes.
- Moradores de La Guaira protestaram contra a presença de militares armados em áreas de desastre.
- A pressão popular obrigou os soldados a abandonar a postura de vigilância para auxiliar na remoção de escombros.
- O estado de La Guaira, especificamente a região de Tanaguarena, concentra os maiores danos causados pelos tremores.
Após uma série de terremotos que devastaram a região de La Guaira, na Venezuela, moradores locais confrontaram militares que patrulhavam as áreas atingidas. A população criticou a presença de soldados armados em vez de equipes especializadas em busca e salvamento, exigindo que as Forças Armadas colaborassem com os esforços de resgate. Sob forte pressão, os militares foram forçados a trocar fuzis por pás e picaretas para auxiliar voluntários na remoção de escombros em Tanaguarena, epicentro da destruição. O episódio evidencia a tensão entre a sociedade civil e as Forças Armadas, historicamente vistas como um pilar de repressão no país. Com o número de mortes já próximo de 1.500, a escassez de recursos adequados para o socorro às vítimas tem gerado revolta e exigências por uma atuação estatal mais voltada ao suporte humanitário imediato.
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