Austrália e Vanuatu firmam pacto contra bases militares estrangeiras
Acordo de segurança proíbe bases militares de terceiros em Vanuatu, reforçando a influência australiana frente à disputa estratégica no Pacífico.
Pontos principais
- O Acordo Nakamal veda a instalação de bases militares de qualquer nação estrangeira, incluindo a China, no território insular.
- Vanuatu priorizará a cooperação policial e auxílio em desastres com Austrália, Nova Zelândia e França.
- O pacto encerra um longo período de negociações diplomáticas entre Camberra e Port Vila visando fortalecer a segurança regional.
- Vanuatu mantém negociações separadas com a China, alegando foco exclusivo em desenvolvimento econômico.
- A medida responde à crescente disputa de influência entre a China e aliados dos Estados Unidos no Pacífico Sul.
A Austrália e Vanuatu oficializaram o Acordo Nakamal, um tratado de segurança e cooperação econômica que proíbe formalmente a instalação de bases militares estrangeiras no arquipélago. O pacto, que encerra um longo período de negociações diplomáticas entre Camberra e Port Vila, consolida a Austrália como principal parceira de desenvolvimento e segurança. O texto inclui uma cláusula específica que impede que Vanuatu permita a construção de infraestrutura militar por potências estrangeiras, sendo interpretada como um movimento estratégico para conter a expansão da influência chinesa na região.
Embora o acordo estabeleça que Vanuatu priorizará a cooperação policial e o auxílio em desastres naturais com nações do Fórum das Ilhas do Pacífico, o governo local ressaltou que continua negociando parcerias voltadas ao desenvolvimento com a China. A iniciativa é vista por analistas como um esforço coordenado para mitigar preocupações de aliados dos Estados Unidos sobre a possível militarização de pontos estratégicos no Pacífico Sul, onde a China atua como o maior credor externo.
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