Favorito à sucessão de Keir Starmer, Andy Burnham propõe descentralização fiscal e a criação de uma base administrativa em Manchester para reduzir o poder de Londres.
O provável futuro primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, finaliza sua agenda econômica com foco em uma mudança estrutural na gestão do Reino Unido. Como candidato único à sucessão de Keir Starmer, Burnham propõe o aprofundamento da descentralização administrativa e fiscal, incluindo a criação de uma operação denominada 'No. 10 North', sediada em Manchester. Em discurso realizado na cidade onde atuou como prefeito por nove anos, o político criticou o atual sistema de Westminster, classificando-o como quebrado, e defendeu a transferência de maior autonomia para líderes regionais como forma de reduzir a concentração econômica em Londres.
A estratégia, que prevê um horizonte de dez anos, busca conciliar o conceito de 'Manchesterism' — que une políticas sociais ao apoio ao setor privado — com o combate à desigualdade regional. Para garantir a estabilidade perante os investidores, o candidato sinalizou que pretende manter os atuais limites de endividamento governamental, buscando alinhar as expectativas do mercado financeiro com as demandas de seus eleitores. A iniciativa é vista como um movimento central para consolidar sua plataforma antes da posse oficial, respondendo à necessidade de maior transparência e governança descentralizada.
A agenda já repercute internacionalmente, com o presidente dos EUA, Donald Trump, descrevendo Burnham como um político 'extremamente liberal' no que tange às políticas energéticas. A proposta de descentralização, que visa estimular o crescimento econômico fora do eixo central, permanece como o pilar de sua transição para o cargo de primeiro-ministro, consolidando sua visão de um Reino Unido menos dependente da estrutura administrativa de Londres.
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