Ministério da Saúde recomenda reforço contra sarampo em SP e Guarulhos
Governo envia 100 mil doses extras da vacina após confirmação de cinco casos de sarampo em bebês na região metropolitana de São Paulo.
Pontos principais
- O estado de São Paulo acumula cinco casos de sarampo em 2026, sendo dois deles importados e três em bebês.
- A Secretaria de Estado da Saúde recomenda a 'dose zero' da vacina tríplice viral para crianças de 6 a 11 meses na capital e em Guarulhos.
- Cerca de 100 mil doses extras foram enviadas para reforçar a vacinação de bloqueio e conter a disseminação do vírus.
- A dose zero é uma medida preventiva adicional e não substitui o calendário vacinal regular, previsto para os 12 e 15 meses.
- O Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP) realiza ações de busca ativa e bloqueio vacinal para conter a transmissão.
- Dados da Opas indicam um aumento significativo de casos de sarampo nas Américas em 2025 em comparação ao ano anterior.
- Apesar dos novos registros, o Brasil mantém o status de país livre da doença, reconquistado em 2024.
O Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado da Saúde intensificaram as ações de controle contra o sarampo em São Paulo e Guarulhos após a confirmação de cinco casos da doença no estado em 2026. Entre os registros, dois foram classificados como importados e três ocorreram em bebês na faixa etária de 6 meses a 1 ano. Para apoiar a estratégia de contenção, o governo federal enviou 100 mil doses adicionais do imunizante, enquanto o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP) realiza ações de busca ativa e bloqueio vacinal nas áreas afetadas. A recomendação da 'dose zero' da vacina tríplice viral para crianças de 6 a 11 meses nessas localidades visa proteger os mais vulneráveis diante do cenário regional.
A medida é considerada preventiva, especialmente diante do aumento do fluxo internacional e dos dados da Opas, que apontam um crescimento significativo de casos de sarampo nas Américas ao longo de 2025. As autoridades de saúde destacam que a dose zero funciona como uma proteção extra e não substitui o esquema vacinal padrão, que deve ser completado aos 12 e 15 meses de idade. Além da vacinação de bebês, a rede pública mantém a oferta do imunizante para pessoas de até 59 anos. Apesar da detecção dos novos casos, o Brasil permanece com o status de país livre da doença, título reconquistado em 2024, e as ações de vigilância epidemiológica seguem em monitoramento constante para evitar novos surtos.
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