O setor de luxo projeta crescimento impulsionado por viagens e gastronomia, enquanto o consumo de bens materiais perde espaço para experiências.
O mercado global de luxo atravessa uma mudança estrutural em 2026, com o perfil do consumidor de alta renda migrando da aquisição de bens materiais para a busca por experiências exclusivas. Enquanto a venda de produtos de luxo mantém um crescimento moderado, entre 1% e 4%, o setor de serviços, que engloba gastronomia, lazer e turismo, projeta uma expansão de até 7%. Esse movimento é acompanhado por um aumento de 30% nas reservas de experiências, consolidando uma nova forma de status social baseada em vivências memoráveis. Os Estados Unidos permanecem como o principal motor desse crescimento, impulsionados por consumidores aspiracionais. Contudo, o cenário global enfrenta desafios, com tensões geopolíticas no Oriente Médio, especialmente entre Dubai e Irã, impactando negativamente o desempenho do setor na região. A ascensão de conceitos como 'immersive wayfaring' e 'inheritourism' reflete a adaptação das marcas às novas demandas por autenticidade e conexão cultural.
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