Pesquisa da Escola Politécnica avalia que o adensamento urbano estimulado pelo Plano Diretor ainda não resolveu o déficit habitacional na capital.
Um estudo conduzido pela Escola Politécnica da USP avaliou os efeitos do Plano Diretor de São Paulo na densidade urbana da capital paulista. Embora a política tenha estimulado o adensamento construtivo em várias regiões, a pesquisa indica que esse crescimento não se traduziu, de forma plena, em maior acesso à moradia para a população. O levantamento ressalta que as desigualdades territoriais continuam sendo um obstáculo persistente para o desenvolvimento equilibrado da cidade, evidenciando uma lacuna entre o planejamento urbano e a realidade habitacional.
A análise fornece subsídios técnicos fundamentais para futuras revisões das políticas de zoneamento municipal. Ao identificar os limites da atual estratégia de adensamento, o trabalho acadêmico aponta a necessidade de ajustes que priorizem a equidade territorial e a eficácia das políticas públicas voltadas ao setor habitacional, garantindo que o crescimento da cidade seja acompanhado por melhorias reais na qualidade de vida e no acesso a serviços básicos.
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