Junta militar liderada pelo Capitão Ibrahim Traore encerra laços com Paris, acusando o país europeu de agir contra os interesses nacionais.
O governo de Burkina Faso anunciou oficialmente o rompimento de suas relações diplomáticas com a França. A medida, conduzida pela junta militar liderada pelo Capitão Ibrahim Traore, marca um novo capítulo na deterioração dos laços entre as duas nações. Segundo o regime burquinense, a decisão foi motivada por acusações de que Paris estaria agindo de forma persistente contra os interesses nacionais do país africano. Desde o golpe de Estado ocorrido em 2022, a junta tem adotado uma postura crescentemente hostil em relação a potências ocidentais, buscando redefinir suas alianças estratégicas e soberania. Além do distanciamento diplomático, o governo local tem implementado políticas internas mais rígidas, incluindo restrições a vozes críticas ao regime. O movimento reflete uma tendência regional de afastamento de ex-potências coloniais na região do Sahel, alterando significativamente o cenário geopolítico da África Ocidental.
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