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Líder de Burkina Faso, Ibrahim Traoré, declara que "a democracia mata"

O líder militar de Burkina Faso, Ibrahim Traoré, afirmou que "a democracia mata" e que o país deve "esquecer a democracia", criticando modelos ocidentais e banindo partidos políticos.

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Foto: InfoMoney
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03/04 às 09:00 · atualizado há 3m

Pontos principais

  • Ibrahim Traoré, líder militar de Burkina Faso, declarou que "a democracia mata" e que a população deve "esquecer a democracia", classificando-a como responsável por mortes na África.
  • Traoré, que assumiu o poder em 2022, havia prometido eleições em 2024, mas estendeu o prazo por cinco anos, condicionando a votação à segurança.
  • O governo de Traoré dissolveu todos os partidos políticos em janeiro, seguindo passos de Mali e Níger, e defende um modelo político próprio baseado em "soberania e patriotismo".
  • Um relatório da Human Rights Watch aponta que as forças militares de Burkina Faso mataram mais civis do que militantes islamistas desde 2023.
  • O país enfrenta milícias islamistas ligadas à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico, e o governo tem reprimido opositores e a imprensa.

O líder militar de Burkina Faso, Ibrahim Traoré, que chegou ao poder por meio de um golpe em 2022, afirmou que "a democracia mata" e que a população deve "esquecer a democracia". A declaração sinaliza a intenção de Traoré de permanecer no poder por um período prolongado, adiando as eleições que haviam sido prometidas para 2024 e estendendo o prazo por cinco anos. Ele defende uma abordagem política própria, baseada em soberania e patriotismo, criticando modelos ocidentais e citando a Líbia como exemplo de derramamento de sangue onde potências ocidentais tentam implantar a democracia, que ele chamou de "escravidão".

Em janeiro, o governo de Traoré dissolveu todos os partidos políticos, descrevendo-os como "divisivos e perigosos" e "mentirosos", uma ação similar às adotadas por Mali e Níger. No entanto, um relatório da Human Rights Watch indica que as forças militares de Burkina Faso mataram mais civis do que militantes islamistas desde 2023, levantando preocupações sobre a situação dos direitos humanos no país. O governo de Traoré tem reprimido a oposição, a imprensa e organizações da sociedade civil, com denúncias de que críticos são enviados à linha de frente contra jihadistas. O país enfrenta milícias islamistas ligadas à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico, que têm causado milhares de mortes e milhões de deslocados na região na última década.

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