O líder militar de Burkina Faso, Ibrahim Traoré, que assumiu o poder em 2022, afirmou que as pessoas devem "esquecer a democracia" e que "a democracia mata", indicando a intenção de governar por tempo indeterminado.
O líder militar de Burkina Faso, Ibrahim Traoré, que chegou ao poder por meio de um golpe em 2022, afirmou que "a democracia mata" e que a população deve "esquecer a democracia". A declaração sinaliza a intenção de Traoré de permanecer no poder por um período prolongado, adiando as eleições que haviam sido prometidas para 2024. O governo de Traoré justifica a medida pela necessidade de combater milícias islamistas ligadas à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico, que têm causado milhares de mortes e milhões de deslocados na região na última década.
Em janeiro, o governo de Traoré dissolveu todos os partidos políticos, uma ação similar às adotadas por Mali e Níger. No entanto, um relatório da Human Rights Watch indica que as forças militares de Burkina Faso mataram mais civis do que militantes islamistas desde 2023, levantando preocupações sobre a situação dos direitos humanos no país.
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