O líder militar de Burkina Faso, Ibrahim Traoré, que chegou ao poder por meio de um golpe em 2022, afirmou que "a democracia mata" e que a população deve "esquecer a democracia". A declaração sinaliza a intenção de Traoré de permanecer no poder por um período prolongado, adiando as eleições que haviam sido prometidas para 2024 e estendendo o prazo por cinco anos. Ele defende uma abordagem política própria, baseada em soberania e patriotismo, criticando modelos ocidentais e citando a Líbia como exemplo de derramamento de sangue onde potências ocidentais tentam implantar a democracia, que ele chamou de "escravidão".
Em janeiro, o governo de Traoré dissolveu todos os partidos políticos, descrevendo-os como "divisivos e perigosos" e "mentirosos", uma ação similar às adotadas por Mali e Níger. No entanto, um relatório da Human Rights Watch indica que as forças militares de Burkina Faso mataram mais civis do que militantes islamistas desde 2023, levantando preocupações sobre a situação dos direitos humanos no país. O governo de Traoré tem reprimido a oposição, a imprensa e organizações da sociedade civil, com denúncias de que críticos são enviados à linha de frente contra jihadistas. O país enfrenta milícias islamistas ligadas à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico, que têm causado milhares de mortes e milhões de deslocados na região na última década.
4 mai, 16:02
4 mai, 08:03
30 abr, 08:07
29 abr, 05:03
20 abr, 20:01
Carregando comentários...