Inflação nos EUA supera 4% em maio pela primeira vez em três anos
O índice PCE atingiu 4,1% ao ano, pressionado por custos de energia, enquanto o Federal Reserve sinaliza possível alta nos juros para conter a inflação.
Pontos principais
- A taxa de inflação americana superou 4% em maio, atingindo o maior patamar desde abril de 2023.
- O núcleo da inflação, que exclui itens voláteis como energia e alimentos, registrou alta anual de 3,4%.
- A guerra no Irã e o conflito no Oriente Médio são os principais motores da pressão sobre os preços de energia.
- O presidente do Fed, Kevin Warsh, sinalizou que a autoridade monetária pode elevar os juros ainda em 2026.
- Indicadores de resiliência econômica, como o crescimento de 2,1% do PIB e a queda nos pedidos de seguro-desemprego, acompanham o cenário.
A inflação nos Estados Unidos acelerou em maio, com o índice PCE atingindo 4,1% ao ano, o maior nível em três anos. O movimento é impulsionado principalmente pelo encarecimento dos custos de energia, decorrente das tensões geopolíticas no Oriente Médio e da guerra no Irã. Em resposta, o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, reforçou o compromisso com a estabilidade de preços e sinalizou que novas altas nas taxas de juros podem ser necessárias ainda em 2026 para conter a escalada inflacionária sob a gestão do presidente Donald Trump. Apesar do cenário de preços elevados, a economia americana mantém sinais de resiliência, com o PIB do primeiro trimestre crescendo 2,1% e os pedidos de seguro-desemprego recuando para 215 mil, indicando que o consumo e o mercado de trabalho permanecem aquecidos mesmo diante do aperto monetário.
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