O aumento na demanda por resgates superou US$ 17 bilhões no segundo trimestre, forçando restrições em fundos de grandes gestoras globais.
Grandes gestoras de ativos nos Estados Unidos, incluindo Ares Management, Morgan Stanley e Apollo Global, impuseram limites aos resgates de fundos de crédito privado durante o segundo trimestre. O movimento ocorre em um cenário de alta pressão, com o setor acumulando mais de US$ 17 bilhões em pedidos de saída. No caso do Ares Strategic Income Fund, a demanda superou o limite regulatório de 5% do patrimônio líquido, resultando na criação de filas para os cotistas que buscam retirar seus recursos. A Ares pontuou que a maior parte da pressão vendedora partiu de investidores institucionais e family offices localizados fora dos EUA. O fenômeno tem gerado preocupações no mercado financeiro quanto à liquidez de fundos semilíquidos, que são estruturados para atrair o varejo de alta renda, mas que agora enfrentam desafios operacionais diante da volatilidade e da busca por liquidez imediata pelos investidores.
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