Ex-CEO da Nestlé processa empresa para recuperar bônus após demissão
Laurent Freixe contesta judicialmente a perda de bônus e ações após ser demitido da Nestlé por violar o código de conduta da companhia.
Pontos principais
- Laurent Freixe foi demitido em 2025 após um relacionamento não declarado com uma subordinada.
- O executivo busca na justiça o recebimento de bônus proporcionais e a restituição de ações de três anos.
- A defesa de Freixe argumenta que o processo punitivo da empresa foi injusto e prejudicou sua reputação.
- A Nestlé sustenta que não há obrigatoriedade de pagamentos rescisórios em casos de violação de conduta.
O ex-CEO da Nestlé, Laurent Freixe, iniciou uma disputa judicial contra a multinacional suíça para reaver bônus e ações perdidos após sua demissão em 2025. O desligamento ocorreu devido a um relacionamento não declarado com uma subordinada, o que a empresa classificou como uma violação direta de seu código de conduta. Freixe contesta os fundamentos da decisão, alegando que o processo punitivo adotado pela companhia foi excessivo e causou danos injustificados à sua carreira e reputação profissional.
A Nestlé, representada pelo escritório Homburger AG, mantém a posição de que a rescisão por justa causa desobriga a empresa de realizar pagamentos adicionais ou conceder benefícios de longo prazo. O caso tornou-se um dos conflitos de gestão de maior visibilidade na Suíça nos últimos anos, destacando a rigidez das políticas de compliance em grandes corporações e os limites das compensações executivas em situações de má conduta ética.
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