Técnica inédita permite a troca de doadores entre pares incompatíveis, ampliando as chances de sucesso para pacientes na fila de transplantes.
O Brasil concretizou seu primeiro transplante renal pareado, um marco que promete ampliar significativamente as opções para pacientes que possuem doadores vivos, mas enfrentam barreiras de compatibilidade. A técnica, executada por meio de uma colaboração entre o Hospital das Clínicas da USP e a Santa Casa de Juiz de Fora, permite que dois pares de doador e receptor, incompatíveis entre si, realizem uma troca cruzada. Dessa forma, o doador de um par é compatível com o receptor do outro, viabilizando o procedimento para ambos os pacientes. A implementação desse modelo no sistema de saúde brasileiro é fundamental para otimizar o uso de doadores vivos disponíveis e reduzir o tempo de espera na fila de transplantes, oferecendo uma alternativa segura e eficaz para casos que, anteriormente, não encontravam viabilidade médica para a cirurgia.
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